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Câmara de Itanhandu mantém mandato de prefeito após denúncia de assédio contra adolescente

G1
18 de Agosto de 2026 às 13:48
3 min de leitura
Câmara de Itanhandu mantém mandato de prefeito após denúncia de assédio contra adolescente

Câmara de Itanhandu abre comissão para investigar prefeito após denúncia de assédio contra adolescente Reprodução / Redes Sociais A Câmara Municipal de Itanhandu (MG) manteve o mandato do prefeito Paulo Henrique Pinto Monteiro (Pode) em julgamento político-administrativo por uma denúncia de assédio sexual contra um adolescente de 16 anos. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A votação foi realizada na sessão da Câmara, realizada na sessão ordinária da noite de segunda-feira (17), após relatório final da investigação da Comissão Processante. Foram cinco votos a favor da condenação, um a menos do que o necessário para a cassação. Quatro vereadores votaram contra a punição. O prefeito respondeu a duas imputações: Artigo 4º, Inciso VIII - Praticar ato incompatível com a dignidade e o decoro do cargo. Artigo 4º, Inciso X - Omissão ou negligência na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do Município sujeitos à sua administração. Câmara de Itanhandu abre comissão para investigar prefeito após denúncia de assédio A Comissão Processante foi aberta em maio, após recebimento de denúncias de assédio sexual contra um adolescente de 16 anos. O processo foi apresentado pelo vereador Rivaldo de Freitas (PRD), com base em materiais e comunicações encaminhadas pelo Ministério Público. O documento apontava uma suposta conduta incompatível com o exercício do cargo, envolvendo um adolescente, o que poderia configurar infrações político-administrativas, como quebra de decoro e uso indevido das instalações da prefeitura. A Câmara Municipal de Itanhandu (MG) aprovou a abertura da CP por 7 votos a 1. A comissão foi presidida pelo vereador Vinícius Lamin (MDB), com Mário Cardoso Júnior (Avante) como relator e Luiz Fernando (União) como membro. A defesa do prefeito apontou falhas na formação e organização do processo administrativo, alegando que peças e documentos não teriam sido juntados a tempo pela comissão, bem como na condução das reuniões e oitivas. Alegou também que não havia provas suficientes de coação ou constrangimento sobre a adolescente para que fosse até a prefeitura, e que a perícia no celular da suposta vítima havia extraído trechos distintos de áudios que não tinham uma sequência confiável e estariam fora de contexto. Votaram a favor da cassação: Cleberson José Guimarães Gonçalves (PSDB) D`avid da Silva Inácio (PSDB) Elisson Meireles Lamin Jerônimo (PRD) - suplente do vereador Rivaldo de Freitas Luiz Fernando da Fonseca (União) Vinícius Lamin da Fonseca (MDB) Votaram contra a cassação: Éder de Almeida Pinto Benício (Podemos) - presidente da Câmara Ellison Filadelfo Lopes (PP) Mário Cardoso Junior (Avante) Pierre Caetano Ferreira (PSB) Prefeito é indiciado por crime de perseguição e é investigado pela Câmara Investigação da Polícia Civil Paralelamente à apuração no Legislativo, a Polícia Civil informou que concluiu um procedimento investigativo envolvendo um adolescente que tinha 16 anos na época em Itanhandu. Segundo a corporação, o caso teve início após o jovem procurar a delegacia acompanhado dos responsáveis legais, relatando contatos insistentes por aplicativo de mensagens, supostamente feitos pelo prefeito. Após a realização de oitivas e análise do material reunido, o prefeito foi indiciado com base no artigo 147 do Código Penal, que trata do crime de perseguição. O procedimento foi encaminhado à Justiça da Comarca de Itanhandu. A Polícia Civil destacou que, por envolver um adolescente, não divulga mais informações para preservar a vítima e o andamento do caso. O g1 procurou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais para saber sobre o andamento do processo. Também contatou o prefeito Paulo Henrique Pinto Monteiro para que ele se manifeste sobre a denúncia e sobre a votação, e aguarda retorno em ambos os casos. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
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