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G1

Operação investiga empresas por suspeita de fraude em internações de dependentes químicos em MS

G1
18 de Agosto de 2026 às 19:06
4 min de leitura
Operação investiga empresas por suspeita de fraude em internações de dependentes químicos em MS

Operação Cura Terapêutica foi deflagrada nesta terça-feira (18) e cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em MS PC MS Uma operação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) de Mato Grosso do Sul, deflagrada nesta terça-feira (18), investiga a atuação de um grupo suspeito de usar empresas que oferecem serviços de internação de dependentes químicos custeados pelo poder público. A Operação Cura Terapêutica cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Dourados, Fátima do Sul, Deodápolis, Glória de Dourados e Ponta Porã. Os investigadores também apuram, em tese, a prática de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A decisão judicial autorizou ainda a indisponibilidade de bens e valores que, somados, ultrapassam R$ 1 milhão. Agora no g1 Durante a ação, três pessoas, que não tiveram as identidades divulgadas, foram presas em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo, tráfico de drogas, sequestro e cárcere privado. Cárcere privado Durante o cumprimento dos mandados, as equipes encontraram uma pessoa mantida em cárcere privado. Também foram apreendidas três armas de fogo, munições, medicamentos de uso controlado que estavam de forma irregular, cartões bancários em nome de terceiros, documentos e outros materiais que podem ajudar na investigação. Após pouco mais de um ano de apuração, a polícia identificou indícios de que as empresas investigadas, embora fossem formalmente diferentes, mantinham vínculos entre si e atuavam de forma coordenada. Ao todo, 13 pessoas físicas e jurídicas são investigadas por possível participação no esquema. Segundo a investigação, estabelecimentos ligados ao grupo teriam oferecido ao poder público serviços de internação para dependentes químicos sem atender aos requisitos necessários para funcionar como clínicas especializadas. Fiscalizações feitas por órgãos responsáveis pela saúde e pela fiscalização encontraram problemas como falta de alvarás sanitários, ausência de equipe técnica mínima e condições inadequadas nas instalações. Contratações e repasses são investigados A polícia também apura como os serviços eram contratados e pagos. De acordo com a decisão judicial, foram identificadas contratações diretas pelo poder público e casos em que o pagamento das internações ocorreu após decisões judiciais. Há indícios de que empresas ligadas ao mesmo grupo apresentavam propostas em processos de contratação e orçamentos usados em ações judiciais, mesmo havendo sinais de que eram controladas pelas mesmas pessoas e atuavam de forma conjunta. Em uma análise de 66 processos judiciais dos anos de 2023 e 2024, nos quais foi possível identificar o repasse de dinheiro público, a investigação estimou uma vantagem econômica superior a R$ 1 milhão relacionada às contratações sob apuração. Na parte financeira, os investigadores encontraram movimentações consideradas atípicas entre pessoas físicas e empresas investigadas, além de indícios de concentração e transferência de recursos. Esses dados são analisados como possível prática de lavagem de dinheiro. As buscas também tiveram como objetivo encontrar documentos, aparelhos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do grupo. A operação mobilizou 36 policiais civis e contou com apoio da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Farmácia. As investigações continuam para esclarecer os fatos e definir a participação de cada investigado. Segundo a Deccor, o nome da operação, Cura Terapêutica, faz referência à atuação do Estado, por meio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Vigilância Sanitária e Polícia Civil, para interromper as atividades do grupo investigado, que, segundo a apuração, afetaria pessoas em situação de vulnerabilidade e causaria prejuízos aos cofres públicos. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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